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Inteligência Artificial

Busca por IA vs Google: como o comportamento de pesquisa está mudando no Brasil

Pesquisa aponta que um em cada quatro brasileiros já utiliza assistentes de IA para buscas, desafiando a hegemonia dos buscadores tradicionais. Entenda o impacto dessa mudança na sua estratégia digital.

Busca por IA vs Google: como o comportamento de pesquisa está mudando no Brasil
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O domínio absoluto dos buscadores tradicionais, como o Google e o Bing, está sendo testado. De acordo com o novo levantamento "Super Panorama", realizado pelo Mobile Time/Opinion Box, o comportamento de pesquisa do brasileiro está se fragmentando. Cerca de 25% dos usuários de smartphones já utilizam assistentes de IA e buscadores em pé de igualdade, sinalizando que a forma como o público encontra informações está passando por uma mudança estrutural.

O cenário atual: IA como fonte de consulta

Embora 40% dos brasileiros ainda recorram exclusivamente aos buscadores tradicionais, a adoção de IAs generativas é expressiva: 75% dos entrevistados utilizaram essas ferramentas nos últimos 12 meses. O ranking de uso é liderado pelo ChatGPT (79,7%), seguido por Gemini (54,5%) e Meta AI (34,8%).

Para quem atua com produto e desenvolvimento, o dado mais relevante não é apenas a adesão, mas a confiança. Mais de 70% dos usuários declaram que delegariam tarefas de busca de informações para essas plataformas, conferindo uma nota média de 7,4 em confiabilidade. Esse movimento reforça que a produtividade com IA na operação deixou de ser uma tendência de nicho para se tornar um hábito de consumo de informação.

Impacto prático na estratégia digital

Se o seu público está migrando para interfaces conversacionais, a estratégia de visibilidade precisa ser revista. O tráfego orgânico que antes dependia exclusivamente de SEO tradicional agora enfrenta o desafio dos "AI Overviews" e das respostas diretas dos chatbots. Como discutimos em nossa análise sobre os erros do Google AI Overviews, a forma como o conteúdo é estruturado deve priorizar a clareza e a autoridade técnica para que modelos de linguagem consigam indexar e citar sua fonte com precisão.

Além disso, a fragmentação do uso de apps — com WhatsApp e Instagram dominando o tempo de tela — indica que a presença digital não se limita mais apenas a ter um site bem ranqueado. A estratégia exige uma visão integrada, onde a marca precisa estar onde o usuário busca a resposta, seja no buscador ou dentro de um ecossistema de mensageria.

A necessidade de centralização operacional

Com tantas frentes de interação — de redes sociais a assistentes de IA — o risco de desorganização operacional é real. Equipes que tentam gerenciar múltiplos canais, métricas de SEO e fluxos de atendimento sem uma base unificada acabam perdendo o controle sobre a eficiência. É aqui que a gestão centralizada se torna um diferencial competitivo.

Para times que ainda tentam controlar essas variáveis em planilhas desconexas, plataformas como o Orqueza permitem centralizar toda a operação, garantindo que a estratégia de conteúdo e o acompanhamento de resultados não se percam na complexidade das novas ferramentas de busca. Adaptar-se ao novo mercado exige, antes de tudo, processos internos sólidos.

Fonte: Canaltech

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