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Inteligência Artificial

Google implementa rotulagem automática em anúncios gerados por Inteligência Artificial

O Google começou a identificar automaticamente anúncios criados ou editados com ferramentas de IA. Entenda como essa mudança de transparência afeta sua operação.

Google implementa rotulagem automática em anúncios gerados por Inteligência Artificial
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O que muda na transparência dos anúncios

A partir de julho de 2026, o Google iniciou a aplicação automática do rótulo "criado ou editado com IA" em anúncios produzidos por suas próprias ferramentas de geração de conteúdo. Essa atualização, visível em seções como o "Minha Central de Anúncios", faz parte de um movimento de maior transparência sobre o uso de ativos sintéticos em campanhas digitais.

Para quem opera tráfego pago, a mudança é direta: ao clicar nos três pontos ou no botão de informações de um anúncio no Google Search, Discover ou YouTube, o usuário encontrará a aba "como este anúncio foi feito". Se a peça utilizou IA generativa do próprio Google, o aviso aparecerá sem intervenção manual.

Impacto operacional para quem produz campanhas

Se você utiliza ferramentas externas para criar assets, a responsabilidade pela transparência muda. O Google exige que anunciantes identifiquem manualmente o uso de IA quando a criação não for nativa da plataforma. Em certas regiões, esse aviso pode aparecer diretamente no anúncio, reforçando a necessidade de conformidade com as diretrizes da empresa.

Essa abordagem segue uma tendência de mercado observada em outras plataformas, como a Meta, que também utiliza rótulos de "informações de IA" em seus painéis de transparência. Para times que gerenciam grandes volumes de mídia, a organização é fundamental. Pra times que ainda fazem isso na planilha, plataformas como Orqueza centralizam a gestão de projetos e o controle de ativos, facilitando o acompanhamento do que foi produzido com auxílio de IA.

Transparência como padrão

O Google não é novo nesse tipo de disclosure. A empresa já havia implementado rótulos para conteúdos sintéticos em anúncios políticos em 2024 e expandiu o uso do SynthID e C2PA para identificar deepfakes. O recado para o mercado é claro: o uso de IA em escala exige rastreabilidade.

Para manter a confiança dos clientes e evitar problemas de conformidade, é recomendável que times de operações documentem o fluxo de criação de cada asset. Saber exatamente qual ferramenta foi usada em cada etapa do funil de marketing é a melhor forma de garantir que o rótulo seja aplicado corretamente, evitando inconsistências que podem impactar a performance ou a reputação da marca.

Fonte: theverge.com

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