IA na gestão de talentos: como automatizar o desenvolvimento da sua equipe
A Serasa Experian adotou IA para descentralizar o RH e otimizar a retenção de talentos. Veja como aplicar esse modelo de mobilidade interna na sua operação.
O fim dos planos de carreira estáticos
A gestão de talentos em empresas de tecnologia e agências digitais passou por uma mudança de paradigma. O modelo tradicional, baseado em descrições de cargos fixas e treinamentos pontuais, perdeu fôlego frente à necessidade de adaptação rápida. Recentemente, a Serasa Experian exemplificou essa transição ao estruturar um ecossistema integrado que coloca a tecnologia como protagonista da evolução profissional, alcançando uma adesão de 47,7% dos colaboradores em sua nova plataforma, o My Career.
Para quem opera times técnicos ou de produto, a lição é clara: a rigidez dos planos de carreira tradicionais, onde um desenvolvedor é apenas classificado por nível (júnior, pleno ou sênior), não sustenta mais o dinamismo do mercado. Como aponta Flavio Balestrin, VP de Recursos Humanos da companhia, a personalização é a nova regra. Cada posição exige competências específicas que evoluem quase diariamente.
IA como coach de desenvolvimento
O grande diferencial da estratégia adotada foi a descentralização do conhecimento apoiada por inteligência artificial generativa. O uso de uma assistente virtual, chamada Nadia, permitiu que a empresa oferecesse mentoria em tempo real para mais de 1.800 usuários ativos. Mais do que um chatbot, a ferramenta atua como um catalisador prático, orientando líderes na condução de feedbacks e no desenho de trajetórias individuais.
Para gestores de operações menores, a mensagem é pragmática: não é necessário ter uma estrutura de RH gigante para implementar essa cultura. A IA pode varrer dados e organizar conteúdos públicos de aprendizado, servindo como uma base de conhecimento para o time. Esse letramento digital transversal, que vai além do departamento de TI, é o que garante a maleabilidade cognitiva necessária para desaprender e reaprender tecnologias constantemente.
Mobilidade interna e o efeito escadinha
O investimento em capacitação técnica — por meio de plataformas como Pluralsight e Datacamp — é apenas metade da equação. A outra metade é a governança de talentos. Na Serasa Experian, a estratégia foca em aproveitar os profissionais que já estão dentro de casa. Atualmente, mais de 20% das vagas abertas são preenchidas internamente, chegando a quase dois terços quando o recorte são cargos de gerência ou superiores.
Esse fluxo cria o chamado "efeito escadinha": ao promover um colaborador, abre-se uma lacuna que permite o crescimento de outros níveis, otimizando o custo de contratação e aumentando a retenção. Para quem ainda gerencia times de forma manual ou desorganizada, centralizar essas informações é o primeiro passo para escalar. Se você ainda sofre com processos fragmentados, plataformas como Orqueza centralizam a gestão de tarefas e projetos, permitindo que você foque no que realmente importa: o desenvolvimento do seu capital intelectual.
Lições para a sua operação
- Descentralize o aprendizado: Use IAs para curadoria de trilhas técnicas e mentoria constante.
- Foque em mobilidade: Priorize o recrutamento interno antes de buscar novos talentos no mercado.
- Treinamento contínuo: A competência mais crítica hoje é a capacidade de aprender e se adaptar rapidamente.
- Adapte a gestão: Esqueça planos de carreira engessados; foque em discussões periódicas sobre os caminhos de cada profissional.
Fonte: exame.com
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